quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Internet



Parece impossível, mas ao estar desde ontem sem internet a partir das nove da manhã é que , realmente, dei pela falta que esta "potreia" faz. Dei por mim, completamente possesso a telefonar para todo o lado, reclamando por não haver Net em toda a Messe Militar de Lagos. Por estranho que pareça ninguém foi capaz de resolver o problema. Que a Net vinha da Cafetaria através de repetidores, para o parque e depois até aos edifícios de S. Gonçalo onde fica o apartamento onde estou. Falei com o Srg. Ajudante, adjunto, que me informou ser tudo muito difícil, que a Messe depende da Logística do Exército em, Lisboa, etc. etc. Ao perguntar qual era o operador, ninguém me soube dizer, mas que lhes "parecia" ser MEO. Ligando ao MEO foi-me referido que sem saber qual o nº telefónico ao qual o serviço estaria adstrito, era-lhes impossível actuar. Acabei por mandar tudo às couves com vontade de mandar tudo para outra parte qualquer menos ecológica e fui-me governando com o telemóvel em todos os hotspots por onde passei. Só que à noite no apartamento, quis fazer umas pesquisa e fiquei no "pau da roupa". Conclusão, limitei-me a uns joguinhos de "Freecell" e outros de "Sudoku" até me dar o sono. Hoje de manhã tudo na mesma. Desisti e fui para a praia. Agora ao voltar está tudo OK. Que se passou? Perguntarão Vocês. "Não sei" respondo eu e já nem vou perguntar mais nada a ninguém.
Mas que esta "gaita" nos faz muita falta isso é bem verdade. Sem Net sinto-me nu e fora de casa nem posso recorrer à enciclopédia. Façamos votos para que venham tempos em a Net será livre em qualquer local. Provavelmente não será no meu tempo, mas julgo que esses tempos não virão longe. Aguardemos.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Fantasma



Vou tentar contar uma história, que já não é inédita, mas tentarei dizê-la por palavras minhas. Ineditismos não são fáceis de criar, mas adaptações não ficam mal a ninguém:
Mudei de casa, para outra já antiga que tinha um imenso corredor, ao fundo do qual era escuro como breu. Lá em casa, todos tinham medo de andar naquele corredor às escuras menos eu. Um dia aparece por ali um tipo que me diz: “Mudaste para esta casa? Olha que está assombrada, dizem que ao fundo do teu corredor anda por lá um fantasma”. Claro que desatei a rir, mas, pelo sim pelo não, fui pé ante pé, às escuras, até ao fundo do corredor, acendi a luz de repente e, népia! Fantasma nem vê-lo. Passados uns tempos, aparecem lá pela frente da casa uns tipos vestidos de branco dizendo-se os sacerdotes do fantasma, trazendo com eles uma série de escritos, dizendo que eram as ordens do fantasma, que eu tinha de fazer isto e aquilo, porque era ele quem mandava. Perguntei quem tinha escrito aquilo e foi-me respondido que tinham sido palavras do fantasma ditas a um deles, sacerdote eleito do mesmo e, se eu não cumprisse o fantasma zangava-se e faria os possíveis por me castigar. Pensei: estes gajos querem impor restrições e obrigações à minha vida. Claro que corri com eles.

Fui até casa, peguei num cacete e, com as luzes apagadas, ao fundo do corredor, desatei à cacetada para todos os lados. Acendi a luz de repente e, uma jarra partida, várias mossas na parede, uma mesa com perna quebrada, mas fantasma nada. Agora estou com um dilema: não consigo provar que o fantasma não está lá, mas não acredito que esteja pois o dito não se manifesta. Que acham que faça? Mando tudo às couves e deixo de pensar nisso ou construo um altar e passo a rezar ao fantasma?

sábado, 8 de julho de 2017

O Material de Guerra, as arrecadações e os quarteleiros


Lembro que, nos quartéis era dada muita atenção às arrecadações do material de guerra. Era aos quarteleiros que cabia a primeira responsabilidade do material que tinham à sua guarda. Uma arrecadação de material de guerra não se conferia todos os meses, nem todas as semanas, e muito menos todos os dias. Quando um quarteleiro era substituído a conferência era obrigatória e minuciosa e ai do entregador que alguma coisa faltasse. Um simples protector de boca de uma espingarda, em falta, dava origem a um auto de extravio e, se não houvesse justificação, o “desgraçado”, além de o pagar, levava uma porrada.
Tudo isso era no tempo do Serviço militar obrigatório (SMO). Nesse tempo, nós militares, apanhávamos os recrutas “tenrinhos” acabados de chegar das aldeias, completamente toscos, e moldávamo-los de tal modo, que quando saiam pareciam outros completamente diferentes. Salvo raras excepções esses rapazes eram dóceis e obedientes, respeitando os seus superiores.
Hoje nada se passa assim. Os militares agora são “mercenários” que vão para a tropa para colmatarem a falta de emprego que por aí grassa. São normalmente tipos já bem vividos principalmente oriundos de cidades. O seu grau de escolaridade é hoje mais elevado e o de malandrice também. O relacionamento com os superiores já é mais difícil e o tratamento destes para com eles tem de ser mais cuidadoso. Antigamente nada saía de uma arrecadação sem a presença do quarteleiro e tudo isso era registado e assinado. Normalmente o quarteleiro até dormia na arrecadação e, se por acaso saía, a porta era fechada a sete chaves. Hoje distribui-se a segurança de paióis a 5 unidades. Como pode? Quem é o responsável? Cinco unidades, pressupõe cinco quarteleiros por depósito ou paiol. Como é? Sempre que mudam conferem a carga? Já pensaram o que é contar o material de um paiol? Mesmo que se contem as caixas contar-se-á o que está lá dentro? E qual o comandante responsável? A tropa funciona em pirâmide. Tem de haver um vértice único. Lembro que em Nambuangongo havia uns bicharocos a que chamavam “verrumas”, que faziam uns buraquinhos no fundo dos barris e muitas vezes os ditos estavam a meio. Como estavam em cima uns dos outros só se contavam, mas o líquido no interior já tinha “voado”. Claro que muito voou por conta das “verrumas” humanas.
O material em falta nos paióis de Tancos não foi roubado por nenhum “gang” exterior. Cabe na cabeça de alguém duas ou três viaturas junto de uma rede esburacada e uma bicha de “pirilau” com 10 ou doze homens a transportarem cunhetes de munições e bazucas, por uma distância de 500 metros, passar tudo pelo buraquinho, e carregar as viaturas? Só acreditaria nisso se tivesse havido uma conferência na véspera e outro no dia seguinte de manhã, coisa impossível.

Este roubo vem sendo executado há muito tempo, talvez anos, e a quadrilha está ou esteve lá dentro. O material saía em carros particulares placidamente pela porta de armas. O “negócio” era feito cá dentro do país e aos poucos. Agora só procurando na feira da ladra, ou então alguém que “cante”. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

“The singer not the song” (A Esperança Nunca Morre)



Em 1961 foi realizado um filme pelo britânico Roy Ward Baker, filmado em Espanha. As cenas são passadas numa pequena cidade "mexicana", dominada por um bandido, Anacleto Komachi (Dirk Bogarde). Um padre recém-chegado, Michael Keogh (Jonh Mills), é o enviado por Roma numa tentativa de, através da fé religiosa, acabar com os roubos e as mortes. Pela sua maneira de lidar com as pessoas, pela sua fé, pelas prédicas e pelas conversas que mantém com o bandido, acaba por ser admirado por este, mas não modifica o seu ateísmo. O bandido no fim é baleado e, na hora da morte, o padre apressa-se a dar-lhe a extrema-unção ao mesmo tempo que lhe pede que se arrependa de todo o mal que infligiu aos habitantes daquela terra. O bandido acaba por se afirmar arrependido. Quando o padre se afasta, o bandido às portas da morte, sorri e profere a seguinte frase: “The singer not the song”.
Recordei este filme a propósito do nosso Papa, Francisco I. Por aquilo que diz, pelo que vai desmistificando, pela sua maneira de falar e tratar as pessoas leva-me a gostar bastante deste homem. Ao aconselhar o clero a não ostracizar as mães solteiras, os homossexuais, as não baptizadas, as não casadas perante Deus, etc. verifica-se que é sua pretensão que essas minorias não se afastem da igreja e não sejam marginalizadas. Ao contrário da grande maioria dos padres, que ameaçam os crentes com um inferno totalmente dantesco, com chamas e trevas, Francisco diz que não há chamas no inferno e qualquer dia acaba com ele tal como alguns anteriores já acabaram com o Limbo e o Purgatório. Penso que a ideia deste Papa é expulsar os receios dos crentes sobre o inferno e a pouco e pouco levá-los a entender que se deve ser bom e solidário com os mais necessitados e praticar o bem, não para receber benesses divinas, mas apenas porque a nossa consciência o deve ditar. É muito fácil praticar montes de malvadezes, ir a um padre mostrar arrependimento, receber uma penitencia e ficar limpo e em paz para logo a seguir continuar no mesmo caminho por que outra confissão limpará tudo de novo. O bem deve estar dentro de todos nós por ser esse o caminho certo quer para crentes quer para ateus.

Este Papa, não me fará crente, mas dele direi “The singer not the song”

sábado, 15 de abril de 2017

O bichinho da informática


Quando era capitão, pouco antes da minha primeira mobilização para Angola, um amigo que tinha sido admitido na IBM, trouxe-me uma série de testes que tinha feito para a sua admissão. Esses testes eram uma espécie de problemas antigos da 4ª classe e tinham de resolver-se 60 numa hora, o que dava mais ou menos um minuto para cada um. Não era fácil. Esses testes incluíam também uma série de problemas de lógica com séries de figuras para escolhermos qual a que estaria logicamente na posição seguinte. Resolvi aquilo mesmo ali ao pé dele e tive um valor próximo dos 85%. Para entrar era necessário um mínimo de 60%. O meu amigo ficou entusiasmado e começou a catequizar-me para fazer um curso, daqueles para clientes, lá na IBM. A coisa agradou-me e, através da firma onde o meu Pai era contabilista, inscrevi-me e lá fui fazer o curso. Felizmente estava colocado numa situação que me permitia um horário livre. Fiz então um curso chamado de Desenho e Análise, que se destinava a dar a clientes muitas noções de introdução aos computadores, noções base de várias programações, Cobol, Fortran, RPG e o famigerado Assembler. Fazíamos depois os terríveis organogramas e a organização de ficheiros. Temos de lembrar-nos que ainda estávamos nos sistemas 3600 a trabalhar com cartões perfurados. Como gostava da coisa fiquei em 2º lugar num curso de 40 e fui sondado para ficar na IBM. Dado ser militar de carreira obviamente recusei e pouco depois fui para Angola. Muito mais tarde, já Major e prestes a ser Tenente Coronel, fui para a Guarda Fiscal onde se estava a pensar dar os primeiros passos para a informatização. Aí, já na situação de Chefe do Serviço de Finanças, foi nomeado um Major do corpo da Guarda para chefe do Núcleo de Informática, que foi fazer vários cursos e se revelou um elemento excepcional. Foram feitos vários programas para a actividade operacional, até que o Major me veio falar para a possível informatização de toda a situação administrativa. Vieram ao de cima os conhecimentos adquiridos na IBM e, em conjunto com o núcleo de informática, desenhei e elaborei toda a análise para contabilidade, orçamentação, cativação de verbas, conta de gerência, etc. Após isso visitei todas as unidades e dei instrução para a utilização dos terminais.
Ao fim de um ano tudo era feito por computador totalmente “on line” e em rede para toda a GF. Começaram a aparecer os primeiros PC’s e o sistema MS Dos e, rapidamente me meti neles. Ao sair da GF pedi para passar à reserva e empreguei-me numa firma de transportes e, num computador com uma capacidade que estava à distância do meu actual telemóvel como da Terra à Lua, apenas 40 megabytes, montei e executei toda a contabilidade e a gestão de frotas. Uns dois anos depois fui contratado pela Fábrica de Chocolates Regina, para Director Administrativo. Aí, o computador geral já era o 360 e havia por lá dois rapazes bons programadores em Cobol.   A contabilidade foi programada por uma firma exterior e já continha contabilidade analítica, mas não fazia ainda a gestão de custos dos produtos. Estava em voga uma espécie do actual Excel, o QuatroPró, e com ele informatizei toda a formatação de custos de produtos ligando-os à contabilidade analítica. Apareceu então o Windows com associação aos; Excel, Word, Powerpoint e Access. Em conversa com o Major da GF, ficáramos amigos, o bichinho do Access foi entrando e, mais ou menos como autodidacta e umas ajudas, lá fui aprendendo a construir e programar bases de dados. Na altura já era sócio do Clube Português de Tiro a Chumbo em Monsanto e, quando fui convidado para Director Tesoureiro, elaborei Bases de Dados para gestão de sócios com cobrança de quotas e também para gestão da venda de senhas de tiro para as várias modalidades bem como para a gestão de contas bancárias, registo de correspondência, gestão do armeiro, armazéns de pratos, etc.
A actual Base de Dados da Associação dos Pupilos do Exército foi elaborada (a custo zero) à semelhança da gestão de sócios do Clube de Tiro e funciona desde 2009 tendo sido apoiada e alterada sempre que necessário. Muito trabalhinho me tem dado.

Está agora na altura de colocar esta ou outra base de dados a trabalhar na Net, com todas as funcionalidades que isso permite, até por que os meus 80 anos não me vão dar muito tempo para continuar a gerir aquela BD de forma útil. Estamos a pensar nisso e a ponderar formas e custos. Como sempre estarei aqui para ajudar e apoiar. Veremos o que daqui sairá.

sábado, 8 de abril de 2017

A Última Fronteira



Fui ver o filme do Sean Penn “The Last  Face”  que aqui foi traduzido como A Última Fronteira. Sean Penn, além de um excelente actor, entrou bem no mundo da realização. Conhecido pelas suas lutas pelos direitos humanos, este actor/realizador, mostra-nos um filme de amor num cenário de guerras desumanas em África, de rebeldes contra governos, numa ânsia de derrube dos mesmos, não para governarem pelos povos, mas antes pela obtenção de poder que lhes permitirão todos os desmandos para alcançarem riqueza e poder pessoal. Um médico cirurgião, espanhol, de uma ONG “Médicos do Mundo” Dr. Miguel Leon (Javier Bardem) atravessa constantemente fronteiras percorrendo campos de refugiados tentando tratar toda a espécie de doenças e feridos vítimas de rebeldes e governos, onde tudo falta, desde comida, água e medicamentos. Os ambientes são dantescos, em cenários de destruição e sangue. Conhece uma médica americana, Wren Petersen (Charlize Theron) que há muito não exerce, apenas dedicada a angariar fundos, para essas ONG, em festas e reuniões onde todos aplaudem, contribuem de lágrima no olho, mas no dia seguinte seguem as suas vidas de luxo, esquecendo rapidamente o que se passa fora das suas fronteiras e não os afecta. Ambos se apaixonam, mas o amor é quase impossível naquele ambiente que ele não larga e ela não aguenta. O filme é entrecortado com vários “flash back”, onde se mostra o seu encontro em várias situações anteriores e até posteriores, situação que na primeira parte do filme se torna um pouco desconexa, mas que, no decorrer se torna compreensível. O filme é um libelo acusatório às nações que, pelo petróleo e outras matérias primas, e também pela venda de armas, promovem as guerras armando grupos contra governos que depois nunca mais controlam. Um pequeno papel, também de um médico francês, foi dado ao conceituado actor “Jean Reno”. Os nossos protagonistas acabam por separar-se, voltando ele para a sua luta de tentativa de salvador de vidas e ela para os discursos de atenção à causa dos conflitos, não conseguindo ambos os seus objectivos por a luta ser inglória. Mais tarde, após um empolgante discurso e, já no seu camarim Wren recebe a notícia da morte de Miguel, num avião abatido algures na pobre África ao abandono devido às más colonizações que só a exploraram e não a formaram para poder ser governada pelos seus. As cenas de guerra e de encontros armados, não são muito exageradas, mas suficientes para ambientar o espectador. Não sendo nenhuma obra-prima, é um bom filme que se vê muito bem e nos deixa amargos constrangimentos.

sábado, 1 de abril de 2017

O Papa Francisco



As Igrejas não são mais do que seitas. Penso que uma seita também não é mais do que um grupo que se vai organizando por agregação de membros catequizados contra algo que consideram mau ou maléfico, tentando através de ordens (catecismos) impor a sua vontade. A Igreja católica constituiu-se na época de Constantino e teve no Concílio de Niceia as suas primeiras linhas estatutárias. Como todas as seitas, ela foi agregando cada vez mais correligionários, umas vezes pela palavra e muitas vezes pela força. Penso que deve ter sido mais ou menos como no tempo do Estado Novo “se queres ser funcionário público tens de ser Legionário”. Pregando uma moral que convinha aos Estados, era também uma forma de levar os povos para o sossego, que pensando na vida para além da morte, deixavam tranquilos os governantes. Como seita criada pelos estados manteve-se sempre ao lado destes, sejam eles ditatoriais ou democráticos, com poucas excepções. Devido a tal, muitas outras seitas apareceram com ideias, às vezes semelhantes, mas combatendo a organização clerical. Temos os exemplos da Maçonaria, Rosa Cruz, etc., e até algumas satânicas.
As seitas, bem organizadas, sempre tiveram chefes. Na   católica temos o Papa, na Maçonaria os grão-mestres, etc… falemos então dos papas. Estes foram quase senhores do Mundo. Na antiguidade o papa, sediado (não gosto da palavra pois cheira-me a feito de seda), direi, pois, implantado praticamente no centro da Europa, punha e dispunha sobre reis e governos, aceitando-os ou destituindo-os. Com o cisma, as reformas, etc., os reis foram-se impondo e libertando-se desse jugo, que era apenas “divino” e não político.
Tivemos papas bons e papas maus. Alguns, demasiados, foram déspotas, corruptos, desbragados, pedófilos, homossexuais, abusando da luxúria. Com a modernidade foram assentando tornando-se mais cautelosos. Houve também os muito crentes e os assim, assim.
Presentemente temos um Papa de quem eu gosto. Parece bom tipo e, apesar de ainda nada ter alterado, tem uma conversa mais aberta sobre certos dogmas difíceis de entrar em cabeças pensantes. Já houve um que acabou com o Limbo, outro que mandou o Purgatório às couves, outro que não gostava de preservativos e este que agora até defende as mulheres deixando o problema do aborto à consciência das mesmas e até já se armou em bombeiro apagando as chamas do inferno.
Agora, este Papa, decepcionou-me. Penso que o nosso Xico 1º não acredita em Fátima, não pode acreditar que uma terrena, a mãe de Jesus, se tenha armado em tordo e, voando por cima das azinheiras, se tenha dado ao trabalho de vir falar de segredos de alta política e estratégia, como a conversão da Rússia, a três crianças quase analfabetas, em que a mais velha era burra que nem um soco, além de mitómana compulsiva. Já em França, apareceu a “Bernardette”, que além de mitómana era atrasa mental. Como costumo dizer, por que é que a dita santa, não apareceu na faculdade de filosofia falando para uma turma do último ano acompanhada pelo catedrático? Pois, mas o certo é que o nosso Xico vem a Fátima quando eu pensava que não viria. Decepciono-me. Mais uma vez o povo vai ser enganado, quando para lá for à procura de milagres que só acontecem aos paraplégicos mentais. Milagre seria ir lá um tipo sem uma perna e voltar com as duas, mas isso…. Pois sim…
Olha, rapaz Xico, espero que tenhas discernimento suficiente para transmitires ao povo ideias políticas de como democraticamente se devem comportar para levar o poder a pugnar pelos seus direitos e deixes de criar nas suas cabeças ideias de entrega a poderes “divinos” que nada resolvem. Se fizeres isso, estás perdoado.